Por Claudinei Nascimento | 30 setembro 2018

Com os altos índices de desemprego, o ingresso ou recolocação profissional torna-se mais difícil e a média de tempo para um profissional voltar ao mercado é de 6 a 12 meses, dependendo do cargo e da área.

De acordo com a consultora associada da ETalent e sócia-diretora da Eleve Consulting, Shana Wajntraub, quanto mais alta a posição, mais difícil se torna a recolocação. Para evitar o desânimo, é importante tomar algumas medidas que vão além da busca pela oportunidade de trabalho, segundo a especialista. “Cuidar da saúde, procurar a companhia de pessoas que façam bem, ter uma boa alimentação, fazer atividade física, trabalho voluntário e, principalmente, aproveitar o tempo para se aprimorar e construir seus diferenciais”, diz.

Mesmo na situação de desemprego, que pode resultar em uma fragilidade financeira, Shana acredita ser possível desenvolver algumas habilidades importantes para uma recolocação. “Quem está desempregado deve dividir o tempo entre procurar oportunidades e se aprimorar. É importante, por exemplo, participar de palestras, feiras, cursos. Atualmente existem muitas possibilidades gratuitas e de qualidade em ambiente on-line. Além disso, ativar a rede de relacionamentos é fundamental”, esclarece.

O caminho para a recolocação pode ser abreviada se o profissional buscar aprimorar o autoconhecimento. Isto inclui fazer uma lista de empresas onde gostaria de trabalhar, aquelas que estejam alinhadas com as suas últimas experiências profissionais.

E estar fora do mercado de trabalho não é motivo para ficar parado, pois a maneira de se apresentar a ele pode ser um diferencial. “É importante manter uma postura positiva, melhorar o marketing pessoal, fazer networking efetivo, escrever artigos referentes à sua área de atuação”, destaca a consultora.

Shana Wajntraub, Sócia-diretora da Eleve Consulting e consultora associada da ETalent

Outro fator importante apontado por Shana é evitar a ansiedade, pois, em muitos casos, por conta dela muitos profissionais se desesperam e entregam dezenas de currículos em qualquer lugar. “O documento precisa ser verdadeiro e direcionado para a oportunidade desejada”, afirma.

Bem-sucedida esta fase, é chegada a hora do processo seletivo, etapa que exige justificativas bem fundamentadas, seja para descrever as razões do seu desligamento da empresa anterior ou para falar de suas atividades e competências. “É preciso evitar a vitimização. Mesmo desempregado há muitos meses, é possível contar a sua história de uma maneira positiva e que atraia o recrutador", aconselha Shana.

Claudinei Nascimento
é editor do jornal “O Amarelinho”, formado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero.