Por Claudinei Nascimento | 09 setembro 2018

Uma boa notícia para jovens que sonham em ter uma experiência no exterior, mas não possuem condições financeiras para realizar um intercâmbio. Criada em 2016, a startup OBolsista pretende levar 500 estudantes brasileiros para expandir seus conhecimentos e aprendizagem social em países como Canadá, Chile e Argentina. A experiência internacional deve durar de 10 a 30 dias, com todos os custos da viagem cobertos pela empresa. 
Para participar do programa (inscrições pelo site www.obolsista.com.br), que está em sua primeira edição, é necessário ter concluído o ensino médio ou estar cursando o nível superior, ter no mínimo 17 anos e 11 meses e renda de até três salários mínimos. Quem estiver dentro deste perfil, vai fazer uma prova on-line nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), com taxa de participação de R$ 90,00. “Os recursos adquiridos por meio da avaliação ajudarão a subsidiar os 500 selecionados”, diz o CEO da startup Elizeu Roberto, que também contou com o auxílio de dois investidores-anjos para criação do Bolsista.
O teste abrange 90 questões de conhecimentos gerais e redação, além de teste de proficiência em Inglês ou Espanhol, de acordo com a preferência do candidato. Os participantes que tiverem baixo conhecimento de línguas estrangeiras terão a oportunidade de participar de um curso gratuito em uma das escolas de idiomas parceiras da OBolsista. “O candidato deve se preparar com antecedência, pois as competências exigidas devem estar bem desenvolvidas”, diz Roberto.

CEO da startup OBolsista Elizeu Roberto

Superação

Aliás, a criação da startup está alinhada com a história de superação de Roberto, seu idealizador. Ele chegou a viver em um orfanato e, em 2007, decidiu se aventurar por terras chilenas, onde ficou por três meses. Para se manter naquele país, se desdobrou lavando louças, levando crianças à escola, entre outras atividades.
Porém, foi a partir desta experiência que ele observou algumas portas do mercado de trabalho se abrirem quando retornou ao Brasil. tendo, por exemplo, atuado como promotor de uma grande empresa cervejeira pelo período de cinco anos.
Esta trajetória, aliada ao fato de ser bolsista de uma faculdade paulistana desde 2016, amadureceu nele a ideia de propiciar uma experiência internacional para quem não tem condições financeiras e encontrou em alguns investidores a oportunidade de criar a startup. "É uma chance de jovens de baixa renda potencializarem suas carreiras e gerar novos conhecimentos", finaliza o CEO.
Claudinei Nascimento
é editor do jornal “O Amarelinho”, formado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero.