Por Claudinei Nascimento | 09 setembro 2018

Em 11 de julho do ano passado, o Senado aprovou a reforma trabalhista proposta por Michel Temer, que alterou muitos pontos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Na ocasião, foram 50 votos favoráveis à reforma e 26 contrários, além de uma abstenção.

Para a cientista política e professora doutora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Roseli Coelho, este é apenas um exemplo de como os senadores têm o poder de mudar a vida de milhões de trabalhadores. “Neste caso, as consequências foram terríveis, pois mexeu em direitos básicos do trabalhador. Por isso, é importante pesquisar quem votou contra ou a favor da classe”, afirma Roseli.

Se assim aconteceu no passado recente, é responsabilidade do eleitor ter também um olho no futuro, pois, dependendo do presidente eleito, serão retomadas as discussões sobre a reforma da previdência e ela passa necessariamente pelo Senado. “É mais um tema delicado que pede reflexão por parte do eleitorado. O que pensam os seus candidatos sobre o assunto?”, questiona Roseli.

O senador tem mandato de oito anos e suas funções podem ser legislativas (criar leis), fiscalizadoras (verificar o uso adequado dos recursos públicos), autorizativas (aprovação de contas públicas), julgadoras (exemplo é o impeachment da presidente Dilma Rousseff) e aprovadoras (aval para nomeação dos ministros do STF por parte do presidente), entre outras competências. 

Quanto custa um Senador?

Claudinei Nascimento
é editor do jornal “O Amarelinho”, formado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero.