Por Claudinei Nascimento | 10 julho 2018

Com o objetivo de potencializar a promoção da cidadania digital, referenciada pelos princípios da universalidade e da equidade na oferta de serviços e informações, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SMPED) promoveu, em junho, o Seminário “Novos Paradigmas em Acessibilidade Digital”. 

O encontro reuniu lideranças em iniciativas de inclusão digital e diversos representantes de empresas de setores como Marketing e Publicidade que, durante a cerimônia, assinaram a Declaração de Apoio e Difusão Institucionais ao Selo de Acessibilidade Digital, que será concedido pela Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) Digital, vinculada à SMPED. 

Para o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, a acessibilidade digital é um grande vetor de inclusão social, pois garante a igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência, gera responsabilidade social, estimula novos projetos e incentiva as pessoas a compartilhar suas experiências. “As empresas precisam criar uma maior consciência sobre a necessidade de tornar seus sites mais acessíveis. E o selo é um estímulo para quem quer fazer a coisa certa”, afirma Torquato, que abriu o seminário, ao lado do secretário municipal de Inovação e Tecnologia, Daniel Annenberg, e da presidente da CPA Digital, Silvana Serafino Cambiaghi. 

Web para Todos

Fundadora da Espiral Interativa, agência digital focada na comunicação de causas e projetos de impacto social, Simone Freire lembrou que, apesar da Lei Brasileira de Inclusão (2016) obrigar sites com sede no Brasil a serem acessíveis, somente 5% deles se enquadram nesta situação. “A sociedade não está preparada para atender às necessidades das pessoas com deficiência”, diz.

Para minimizar este cenário, ela idealizou o movimento Web para Todos, iniciativa que reúne mais de 20 organizações parceiras em prol da construção de plataformas acessíveis. “Toda deficiência tem um peculiaridade, mas é possível desenvolver um site com as melhores práticas de acessibilidade para cada um dos públicos beneficiados”, afirma Simone.

Segundo ela, o movimento se baseia em três pilares: Mobilização (sensibilização e debates para que o público tenha empatia com o tema), Educação (capacitação de profissionais e desenvolvimento de uma cultura de acessibilidade na web) e Transformação (ações que promovam a acessibilidade digital na prática, por meio de plataformas interativas e colaborativas). “O Web para Todos é aberto a quem quer construir uma internet mais inclusiva para as pessoas com deficiência”, finaliza.

Claudinei Nascimento
é editor do jornal “O Amarelinho”, formado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero.