Por Kazuhiro Kurita | 08 junho 2018

As principais centrais sindicais do País lançaram uma reivindicação em conjunto a todos os pré-candidatos à Presidência da República. O evento ocorreu na sede do Sindicato dos Químicos, na Liberdade, em São Paulo. Assinado pela CUT, CTB, Intersindical, UGT, Força Sindical, CSB e NCST, o documento pede que as reformas implementadas pelo governo Temer sejam revogadas. 

A carta de compromissos será apresentada ao Congresso Nacional no dia 13 de junho e depois entregue a cada pré-candidato. Entre 22 itens constam a rescisão da reforma trabalhista, o teto dos gastos, a retomada de obras de infraestrutura e a possibilidade de fixação da contribuição sindical. 

Distanciadas desde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as centrais se reaproximaram depois das reformas do atual governo. Durante o ato de lançamento, os representantes das sete centrais se posicionaram pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Wagner Freitas, prestou solidariedade à Força Sindical e à UGT (União Geral dos Trabalhadores) que foram alvos de mandatos de busca e apreensão. “Isto que estão fazendo com as centrais é uma tentativa de criminalização, como fizeram com o presidente Lula. É uma forma de intimidação. Hoje, o jurídico está assumindo um papel mais importante que a política e não podemos aceitar isso”, afirmou.

Para o presidente da Intersindical, Edson Carneiro Índio, o governo Temer vem dizimando as conquistas da Constituição de 1988 e os direitos trabalhistas. “Em poucos meses, o discurso de que a reforma serviria para a recuperação do emprego foi desnudado. O que se está vendo é a precarização das relações do trabalho e o desmonte do Estado com a entrega das riquezas a setores privilegiados”, lamentou. 

Segundo o presidente da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), Adilson Gonçalves de Araújo, nunca foi tão oportuno apresentar um documento “para dar um norte à classe política. Esta crise é, em particular, em decorrência de uma ruptura democrática. Estamos diante de uma tragédia política, econômica e social e as centrais estão tomando ciência desta maldade. Nos unimos e vamos levar esta luta para o chão da fábrica e à população em geral”, garante.

Kazuhiro Kurita
é editor da Flamboyant Comunicações, formado em Publicidade e Propaganda e Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero.