Por Kazuhiro Kurita | 07 outubro 2018

O aumento das demandas no Comércio e na Indústria com as compras de final de ano deve gerar mais de 430 mil vagas temporárias em todo o País. Esta é a estimativa de um estudo feito pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) e Caixa Econômica Federal (CEF), que indica um crescimento de 10% se comparado ao último quadrimestre de 2017.

O Natal é considerado a principal data para o comércio, seguido do Dia das Mães e Páscoa. Segundo Alexandre Lopes, diretor administrativo e financeiro da Asserttem, o pico das contratações acontece em novembro. Para ele, o movimento é um reflexo de uma possível retomada da economia brasileira, mas lembrando que em momentos de crise o trabalho temporário é uma válvula de escape para as empresas. “Ele é uma alternativa mais viável para atender a demanda aquecida, seja no comércio ou na produção de bens e mercadorias”, explica.

Michelle Karine, presidente da Asserttem, acrescenta que é difícil as empresas investirem em despesas fixas em épocas quando a receita sobe e desce. Neste sentido, o trabalho temporário atende melhor a demanda por flexibilidade e rápida mobilização de mão de obra. “Esse tipo de contratação se destaca neste contexto, pois é a única modalidade de contratação com prazo flexível na legislação trabalhista brasileira”, diz.

Presidente da Asserttem, Michelle Karine

Fernando Medina, diretor de operações da Luandre, lembra que o trabalhador temporário tem os mesmos direitos do efetivo. “O salário é igual para a mesma função e ele recebe horas extras de acordo com a convenção coletiva, tem descanso semanal pago e férias proporcionais, 13º salário, proteção previdenciária e FTGS”, afirma.

Para Medina, além de atender à necessidade momentânea das empresas, o trabalho temporário é vantajoso para o profissional. “Estudos mostram que mais de 40% dos empregados nesta modalidade são efetivados pelas contratantes, ou seja, sempre foi uma excelente porta de entrada para o mercado”, garante.

Fernando Medina diz os temporários têm os mesmos direitos do empregado fixo

No entanto, com a demora cada vez maior em se conseguir uma recolocação, o trabalho temporário está deixando de ser visto com ressalvas pela maioria dos trabalhadores. Esta nova postura faz com que a concorrência por um cargo aumente muito. Por isso, para se dar bem no processo seletivo, o candidato deve estudar bem a empresa, adequar seu currículo à vaga pretendida e vender adequadamente suas habilidades.

Kazuhiro Kurita
é editor da Flamboyant Comunicações, formado em Publicidade e Propaganda e Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero.