Por | 28 setembro 2017

Principal marketplace de bolsas de estudo do País e comparativo de preços de faculdades, o Quero Bolsa fez o levantamento para entender as principais razões da escolha do curso de graduação. Ele revelou que a vocação, com 44% de participação, é o principal item no processo de escolha de quem está na faculdade ou que já completaram sua formação, seguido pelas possibilidades de melhoria de carreira (25%) e a maior facilidade de inserção no mercado de trabalho (23%). A influência de amigos e familiares (3%), pressão familiar (3%) e o prestígio social (2%) são motivos com menor peso no momento da definição.

A pesquisa também coletou que a principal motivação para o ingresso no ensino superior é a possibilidade do aluno atuar na área do curso, com 66% das respostas. Para 14%, o diploma aumenta as chances no mercado de trabalho. Na sequência, 13% revelam que já trabalham na área e pretendem se aperfeiçoar em sua carreira profissional. Já para 6%, o diploma aumenta as chances de conquistar uma remuneração melhor. Influência da família e amigos representa apenas 1%.

Além dos motivos pessoais, a pesquisa elencou os principais fatores que levam os alunos a optar por uma instituição de ensino. Para 61% deles, o preço da mensalidade é o fator preponderante na escolha. Já 18% afirmam que a qualidade de ensino e a reputação da faculdade é mais importante. Itens como proximidade da residência (5%), localização (4%) e infraestrutura da faculdade (4%) não atingiram grande representatividade.
(Foto: Divulgação)

Não matriculados
Dentre os que não estão matriculados, o levantamento elegeu dois subgrupos: os que nunca ingressaram em uma instituição de ensino e os que ingressaram, mas evadiram ou trancaram a matrícula.

No primeiro, 65% afirmam que o valor das mensalidades é o grande entrave para o ingresso no ensino superior. Em seguida, 20% apontam a ausência de bolsas de estudos ajustadas com sua realidade financeira ou financiamento governamental, como o ProUni e Fies, como principal impeditivo. Já pouco menos de 7% relatam que procuram vagas em faculdades públicas. “Vale registrar que esse público, em geral, é composto por jovens, que veem o diploma como uma alavanca para a carreira e para a vida, aumentando as possibilidades no mercado de trabalho e de ganhar um salário melhor”, afirma André Narciso, diretor financeiro do Quero Bolsa e responsável pela pesquisa.
(Foto: Divulgação)

Já no outro subgrupo, 57% dos estudantes informaram que decidiram interromper os estudos ou trancar a matrícula por motivos financeiros, agravados com a crise econômica. Na sequência, 23% revelaram que a dificuldade de conciliação de estudos e trabalho teve maior peso na decisão. Já 10% justificaram que não tiveram identificação com o curso.
(Foto: Divulgação)

Cursos mais almejados
Além do perfil dos estudantes, o relatório observou também que os cursos de Direito, Administração, Enfermagem e Psicologia dominam a preferência dos estudantes quando decidem pesquisar um curso de ensino superior na internet. Nos últimos semestres, Ciências Contábeis e Educação Física têm ganhado posições no ranking. De outro lado, Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo mostram sinais recentes de perda de posições no gosto dos estudantes.
Redação
Equipe de jornalistas do jornal “O Amarelinho”.