Por Claudinei Nascimento | 03 fevereiro 2017

Eles estão presentes em diversos setores da economia e carregam o importante papel de representar a imagem da empresa, seja por meio do atendimento presencial ou telefônico. Estamos falando dos profissionais recepcionistas, que precisam aliar diversas competências técnicas a uma postura comportamental exemplar, como foi salientado por especialistas, no último dia 31 de janeiro, em mais uma edição do Projeto Capacita O Amarelinho. 

Consultor, coach e professor do curso de Recepção da Escola de Profissões Argos, Silmar Strübbe deu um panorama geral sobre a atuação do recepcionista e quais são as exigências do mercado de trabalho para o profissional, como a necessidade de ter no mínimo o ensino médio completo.  

Publico acompanhou atentamente as palestras
Publico acompanhou atentamente as palestras (Foto: Kazuhiro Kurita)
Entre as qualidades exigidas para o bom desempenho da função, Strübbe cita a organização, flexibilidade, boa comunicação, cordialidade e conhecimento do trabalho. Ele lembra ainda que é preciso estar preparado para exercer a função e isto exige boa preparação psicológica e a convicção de que o cliente tem o direito de ser bem atendido. “Isso se conquista com informações corretas e eliminação de ideias preconcebidas.” 

A apresentação pessoal adequada, posturas e atitudes apropriadas e o uso de uma linguagem de acordo com o público-alvo também devem ser considerados para atuação na área, segundo o consultor. Por fim, cita outros passos essenciais para quem quer trabalhar no setor: atenção, empatia (se colocar no lugar do outro), saber interpretar as informações e mostrar iniciativa para melhorar os processos da empresa. 

Dicas
Entretanto, tão importante quanto entender as habilidades necessárias para desempenho do cargo de recepcionista é se preparar para conquistar uma vaga no setor. Neste sentido, a analista de recrutamento e seleção da Colmeia Instituição a Serviço da Juventude, Gisleine Benatti, diz que tudo começa com a elaboração de um bom currículo. O documento deve conter dados pessoais, contatos atualizados, objetivo bem definido (cargo que o profissional pretende exercer), experiências anteriores (se houver) e resumo de habilidades e competências. 

Para quem busca uma primeira oportunidade de trabalho e não tem experiência profissional, vale mencionar cursos de capacitação, palestras e atividades comunitárias ou voluntárias. “O currículo deve trazer informações de relevância que atraiam o interesse do recrutador.” 

Para Gisleine, as dinâmicas de grupo e entrevistas também devem ser observadas com carinho, pois elas servem para análise do comportamento, atitude e iniciativa do candidato. “É preciso usar o tempo de maneira adequada, se expressar positivamente e mostrar conhecimento sobre assuntos atuais.” 

Mais capacitados 
Jaqueline Coleta de Brito, 20 anos, diz que aproveitará bem o conteúdo transmitido nas palestras para ir atrás de uma vaga na área de Recepção. O interesse surgiu por gostar de lidar com pessoas. “Agora, posso também entregar um currículo mais elaborado e aumentar as minhas chances no mercado de trabalho”, afirma. 

Apesar do segmento apresentar um cenário composto por profissionais com predomínio do público feminino, há homens interessados em exercer a função, caso de Weslley Henrique, também de 20 anos. Hoje, ele trabalha como mensageiro, mas eventualmente fica na Recepção. “Estou sempre buscando aprendizado para enriquecer o meu currículo e me preparar melhor para subir de cargo”, finaliza. 
Claudinei Nascimento
é editor do jornal “O Amarelinho”, formado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero.