Por | 29 novembro 2016

Atualmente, mais de 11% da população brasileira economicamente ativa, ou cerca de 12 milhões de pessoas, estão fora do mercado de trabalho. Apesar desse cenário, existem algumas ações interessantes para aumentar as chances de recolocação. “Saber a maneira certa de agir pode ser fundamental para encontrar um novo emprego de maneira rápida e eficaz”, afirma Valéria Andrade, vice-presidente de Operações da Kelly no Brasil, multinacional de soluções em RH.

Uma das primeiras atitudes é revisitar as situações positivas e negativas enfrentadas na última experiência de trabalho. As positivas mostram os pontos fortes do perfil do indivíduo e os conhecimentos já adquiridos, enquanto as negativas revelam as possibilidades de desenvolvimento. “Essa reflexão irá ajudar na elaboração de um novo posicionamento profissional”, afirma Valéria.

Também é importante refletir sobre o que se quer fazer, inclusive sobre coisas inovadoras e novas oportunidades, colocar os projetos em uma lista de prioridades e pensar por onde começar. “Fazer cursos para desenvolver determinada habilidade também deve entrar nesta relação. Voltar ao mercado de trabalho é fundamental, mas não pode ser o único projeto”, explica a executiva. 

Para começar, é essencial relacionar as empresas, áreas ou posições que gostaria de desempenhar. Vale também listar as companhias relacionadas às suas últimas experiências profissionais. Segundo Valéria, a recolocação em organizações do mesmo segmento tende a ser mais rápida, pois a experiência anterior conta muito. 

Para Valéria Andrade, é importante refletir sobre o que se quer fazer
Para Valéria Andrade, é importante refletir sobre o que se quer fazer (Foto: Divulgação)
Antes de buscar um novo emprego é preciso alinhar o conteúdo do currículo. O objetivo profissional precisa ser direto e de acordo com as aspirações para a carreira. Cursos devem ser citados somente se tiverem relação com a área pretendida. “Quando mencionar a experiência profissional, explique bem a descrição das atividades desenvolvidas e seja breve nas demais informações, como nome da empresa, data período de atuação e cargo ocupado”, recomenda Valéria.

Contatos de empresas anteriores, redes sociais (LinkedIn, Facebook) e colegas de faculdade podem ajudar na divulgação do currículo e oferecer referências de como foi trabalhar ou desenvolver projetos com o candidato. “Essas conexões podem ser fontes de informação de mercado e ampliam sua visibilidade, aumentando as possibilidades de recolocação”, revela Valéria.

Entrevista
É comum o recrutador pedir ao candidato para falar sobre si mesmo. Neste caso, o melhor é ser claro, objetivo e só dizer as informações relevantes ao emprego desejado. “Tenha propriedade para falar sobre seu último empregador. Isso transmite confiança para quem está entrevistando”, garante Valéria. 

Outra dica é estar preparado para falar sobre objetivos, projetos desenvolvidos, situações adversas vividas no passado, desafios na carreira, qualidades e defeitos, sua postura com gestores e pretensão salarial. “Antes da entrevista, é necessário treinar essas respostas. E seja sempre franco e honesto”, ressalta.

Ao ser chamado para uma entrevista, caso tenha o nome da empresa, é fundamental que o profissional entre no site e levante informações como história, principais produtos, segmentos de atuação, visão, missão e valores. “Ter informações sobre seu potencial empregador faz com que o candidato não seja pego desprevenido e ainda passa uma excelente impressão ao recrutador”, explica a executiva. 

Outro ponto importante é separar com antecedência uma roupa adequada ao perfil da empresa, além de evitar atraso na seleção. “Procure a localização da entrevista e trace uma rota calculando o tempo de deslocamento. Tente estimar um tempo extra, caso enfrente dificuldades com o trânsito ou transporte utilizado”, conclui.
Cynthia Grilo
é formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), atua na área há 15 anos, com foco no mercado de trabalho e capacitação.