Por Claudinei Nascimento | 30 abril 2015

Você já ouviu falar em bikeboy? Pois este profissional existe e tem ganhado espaço em metrópoles como São Paulo, na qual a bicicleta tem sido cada vez mais utilizada como meio de transporte alternativo aos veículos convencionais, a partir da extensão das ciclovias. 

Diante deste cenário e atento às necessidades do mercado, Leonardo Magalhães Carvalho, sócio da empresa Porth Quality Transportes, decidiu abrir processo seletivo para estes profissionais. Porém, engana-se quem acha que basta saber andar de bicicleta para concorrer à oportunidade. “O bikeboy precisa ter uma bicicleta preparada para rodar cerca de 80 quilômetros diários, demonstrar verdadeira paixão por pedalar, ter um condicionamento físico apurado e ser extremamente cortês, uma vez que vai lidar com clientes.” 

Carvalho ressalta ainda que o bikeboy não substitui o velho e conhecido motoboy. “Ele é indicado para trabalhos realizados a pequenas e médias distâncias”, diz. 

A iniciativa tem rendido elogios à Porth Quality, especialmente porque a bicicleta tem ainda a vantagem de não poluir o meio ambiente e há empresas dispostas a investir em ações que contribuam com o bem-estar da sociedade. 

Denivaldo Aniceto de Jesus, 36 anos, é bikeboy.
Denivaldo Aniceto de Jesus, 36 anos, é bikeboy. (Foto: Claudinei Nascimento)
E os elogios são ouvidos, muitas vezes, pelo próprio bikeboy, caso de Denivaldo Aniceto de Jesus, 36 anos, que conquistou uma vaga há 15 dias, a partir de um anúncio veiculado no jornal O Amarelinho. “Sempre gostei de andar de bicicleta e quando vi o anúncio, pensei: é a oportunidade de unir paixão e trabalho”, diz.

Mesmo assim, o profissional ressalta que a atividade requer cuidados em uma cidade como São Paulo. “É preciso atenção, concentração e respeito à sinalização, especialmente com o pedestre”, finaliza.
Claudinei Nascimento
é editor do jornal “O Amarelinho”, formado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero.