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Renata Motone, consultora de Recursos Humanos da Luandre | Foto: Kazuhiro Kurita
publicado em 13/08/2017
O aumento da concorrência exige persistência
O crescimento do desemprego no País exige do trabalhador paciência na hora de procurar uma vaga.
João Carlos Mizael é pedreiro e está desempregado há alguns meses. No domingo passado, ele adquiriu o jornal O Amarelinho. Logo na manhã de segunda-feira, ligou para o telefone divulgado em um anúncio que oferecia vaga em sua função. Não conseguiu completar a ligação. Mizael não desistiu até falar com a empresa. “Como está difícil arranjar um emprego, insisti até ser atendido. Ficaram de retornar”, disse ele na terça-feira. 

Para Renata Motone, consultora de Recursos Humanos da Luandre, se no anúncio constava apenas o telefone, Mizael agiu certo ao insistir. No entanto, ela diz que quando houver também a opção de envio do currículo por e-mail, o candidato pode utilizar este meio, pois seu histórico vai ser analisado para a vaga. “Se ambas as opções constam no pedido do anúncio, em geral as duas formas têm o mesmo peso nas chances de contratação”, afirma.

Renata Motone
Renata Motone (Foto: Kazuhiro Kurita)
Outro conselho da consultora é que quem procura emprego não pode perder tempo. “As vagas costumam ser concorridas. Então, se o candidato soube da vaga no domingo, o ideal é procurar a empresa já no dia útil seguinte, no caso segunda-feira”, ensina ela.
Segundo Renata, não vale a pena atirar para todos os lados. É preciso ter foco, pois o recrutador verificará o seu domínio na função, tanto por habilidades pessoais quanto por experiência e formação. “O candidato deve optar, a princípio, pela área de formação e destacar com sinceridade no currículo as empresas onde atuou e quais foram suas principais funções para facilitar o trabalho de recrutamento”, recomenda, lembrando que, em geral, as empresas entram em contato depois da análise do documento.

Depois de toda batalha, quando for escolhido para uma entrevista, é importante chegar no horário marcado, além de ir bem vestido, com roupas mais formais e de cores sóbrias, de preferência. “Falar com clareza, calma e objetividade ao ser questionado pelo recrutador sobre formação, experiências e características pessoais também conta muitos pontos”, finaliza Renata. 
 
Kazuhiro Kurita
é editor da Flamboyant Comunicações, formado em Publicidade e Propaganda e Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero.
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